Ao longe toca um disco que comprei há muito tempo, mas que nunca escuto. Sempre existirá um disco para ser descoberto, basta que se continue comprando mais discos do que ouvidos para escutar. A sabedoria do monge não se aplica ao colecionismo. Se a paciência do blogger é manter-se atual então eu só talvez não tenha mais muito a falar aqui. talvez seja hora de simplesmente dar uma descansada. Talvez parar um pouco tudo. Encerrar uma década fechando estilos.
As coisas a minha volta continuam bagunçadas e acho que sempre estarão assim. Pode ser que, no verão, eu volte para essa casa onde passei tanto tempo esse ano. Mas não é certo. Gosto daqui. faz silêncio. Venta à noite. Sinto falta da lua. Dos amigos. Das noites vazias de tudo. de férias. Descanço. De quinze dias inteiros para não pensar. Embora eu saiba que, no segundo dia de férias, idéias para romances de verão. Se tudo nasce na barra do sahy, sete dias talvez sejam suficientes para se recomeçar o que nunca terá fim. Também não sei se estou preparado para mais uma temporada de calor. Apos o hiato de um verão, é estranho estar de volta.
Gostaria de escrever para outros meios. Explorar outras internets. Ou escrever de outro jeito. Gostaria também de ter coragem de nunca mais voltar aqui. Se os blogues precisam de um dia para dizer adeus, então é hora de partir. Sempre haverá um endereço antes de você e Texas sucks quando se tem quatorze anos e o mundo nem começou ainda a fazer sentido pode doer demais. O mundo nem começou ainda a fazer sentido e eu tive que ir embora. Como se congelar daqui há menos de duas semanas fosse a hipótese mais provável. Eu sempre tive mais medo de me entregar ao desconhecido, por isso dei a mão para o perigo. Aproveitar o sol todos os dias antes de voltar ao gelo. Se entregar. Se entregar. Se entregar. Há tanta peçonha nos insetos tropicais do morro da barra quanto nas doenças que o homem branco, alto, ruivo, e constante, pode trazer do outro lado do mar. Se alguma coisa voltar a fazer sentido para ser contada, volto aqui e digo onde estou. Promessa. Feliz fim de década. Bom começo de verão. 1970 ou anos 10. Aproveite.
RIP?
Espero que não.
Vou sentir muita falta do blogue. Pelo menos eu ainda posso ler as postagens antigas, mas espero que não seja o fim pra sempre
Gosto muito da forma que escreve. Vou sentir falta do blogue… Se entregue e volte com boas novas!
Isma, do outro lado do mar está a próxima praia. as ondas e nossas ilhas. vamos sentar na beira da areia e receber o calor da brisa ruiva. jogar nossos desejos pro ceú. escreva na parede e em todas as orelhas de teus livros. assim, estaremos borboletas e rios. Cry me a River Isma, porque a tua próxima liberdade está por perto! Um grande abraço, sentirei falta dos anos 80, beijo na testa, Otavio
Manifesto silêncio.
Olá, descobri seu blogue por agora. Poucos minutos antes postar o comentário, li as últimas linhas de seu livro “Os Famosos e os Duendes da Morte”. Gostaria de parabenizá-lo. Gostaria de trocar algumas informações contigo. Não é bajulação barata. Somente trocar informações. Escrevo algumas coisas e gostaria de toques e tudo. Agradeço pela atenção.
Olá, pouco antes de comentar seu blog, li as últimas linhas de seu livro. Gostaria de me comunicar contigo. Trocar informações. Escrevo algumas coisas e tudo.
Também sentirei falta do blog que acompanhei o ano todo…
espero poder ler outros de seus romances
Oh… Justo agora?
Por favor, não nos deixe tão perdidos! Não na falta de tuas ondas de palavras.
Teu texto perturba. Mas de um jeito bom.
Espero que retome as linhas, aqui ou em outro lugar.
Escreva, transpire, escreva, viaje, escreva… mas volte.
agora eu sem quem tu és… se livro não fosse tão caro eu ja estaria lendo o 1º q tu escreveu. Que saco
Ok, já pode voltar a alimentar o Texas e essas almas perdidas que ainda vagam por aqui!
Olá desconhecido conhecido.
venho aqui todos os dias esperando ver novas linhas fazendo vida em meus olhos.
E ele não voltou.