ON THAT NEED TO MAKE THE WRONG THING AT THE RIGHT TIME

3 dez

A sexta-feira chega ao fim e o fim de semana não anuncia feriados. O ano termina e é tudo uma questão de fechar prazos. Depois voltar para casa. se você ainda tiver uma. Seus pulmões nunca doeram tanto e os médicos sempre estarão preparados para os piores diagnósticos na época do Natal. É quase sempre entre Natal e Ano Novo que acontecem as maiores tragédias. Filhos tornam-se ainda mas órfãos quando o presente não vem carregado de expectativa. Contanto que se continue fazendo tudo do mesmo jeito errado, todos os dias serão iguais. As rugas cresceram vincos entre seus olhos e tudo será igual. Tão igual que você nunca perceberá o quanto está diferente. O quanto sua voz se tornou aguda. O quanto meus lábios tem caído para o chão. Vigiamo-nos. Os vizinhos. Vigiamo-nos. Já quase nem reclamam do barulho. O shuffle, nesse fim de sexta, roda suave. Quase desviamos do silêncio. Por pouco não escrevi aqui. não há motivos para estar aqui. Há uma diferença e uma semelhança infinita quando Janis Joplin, Bjork e The Organ entram na sequencia e provam que o shuffle tem uma inteligência que vai um pouco alem da máquina. Enquanto a NASA se reúne para afirmar vida em Marte, eu pressuponho existências muito mais perto e tão mais desconhecidas. Memética. Ou afins. Porto alegre 200equanto? Placebos não servem para curar distancia. O pior verão de todos os tempos nós passamos juntos. Você me chupando e eu te comendo. Depois a gente se esqueceu. Se eu sou mesmo as músicas que tocam no meu ipod, então normal que se continue visitando médicos. Enforcando feriados. E traçando a picada firme rumo ao fim do mundo. A pior AIDS habita o rio grande do sul, deu no jornal hoje de manhã. AIDS tipo C. A mais fácil de se pegar. Aquela que tem na áfrica. Ser colonizador é nunca esquecer que existe alguma coisa alem do que existe de fato. E sempre duvidar do perigo. Faz tempo que não termino livros e talvez esse Just Kids seja o primeiro que eu termine em muito tempo. Ainda não terminei, mas penso que vou. Nem fui eu quem comprou em alguma viagem para muito longe de nós. Quem de nós três comprou esse livro e de qual mochila para qual mala o texto de Smith saltou de um para o outro? o fato é que me apeguei ao livro. Ao chelsea hotel. A todas as coisas que você vai, intuitivamente, um pouco mais a cada dia, mostrando sempre um pouco mais para mim. A intensidade da amizade é proporcional ao conforto que o silêncio desaba sobre dois quando não tem mais muito o que falar um para o outro. mas seguem falando. Transpondo barreiras de exposição. É nesses momentos que as simbioses passam a fazer sentido. encontrar-se para trocar temperaturas. Ou yoga. Sozinho. Ao entardecer.

3 Respostas para “ON THAT NEED TO MAKE THE WRONG THING AT THE RIGHT TIME”

  1. Beatriz 2010/12/04 às 6:18 pm #

    Muito bom, consegui visualizar todos os escritos, parabéns. Fiquei extremamente supresa com a citação da banda The Organ, nem sequer sei se trata da mesma banda que conheço, mas enfim..

    • pontedeferro 2010/12/05 às 9:27 am #

      Beatriz, o The Organ ao qual me refiro é a banda de meninas canadenses q se autointitulam “as filhas de morrissey”. pena q durou pouco tempo, a banda já ne existe mais…

  2. Jonathas Capelo Gaivota 2011/01/11 às 11:44 am #

    calafrios… tu abristes minha barriga com esse bisturi afiado, agora junte minhas víceras por favor pois está frio.

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