O passarinho da velha aparece morto, dentro da gaiola. Ela pega o passarinho com um saco.
A velha vê um gato comendo o seu passarinho. Sepultamento do pássaro.
A Velha recebe a criança pela primeira vez. Pela primeira vez vai ficar sozinha com ela. A velha saliva de vontade de se livrar da mãe. A velha vai ficar sozinha com a menina enquanto a mãe vai à cidade com a irmã de cinco anos. pela primeira vez.
A criança chora. A menina de cinco anos sente pena da irmã. também chora. A mãe e a menina estão no ônibus indo para a cidade. uma senhora entra e a mãe segura a filha no colo para dar lugar à mulher mais velha. A menina pergunta para mãe algo sobre a irmã. Algo que desconcerta a mãe e faz ela se lembrar de quando foi abusada. Mas ela não acessa o abuso. Ela chora apenas porque sente saudade da filha pequena. Porque preocupa-se com ela.
Mãe e filha voltam de ônibus.
De volta à casa, a filha cuida da irmã e a mãe entrega a gaiola com um novo passarinho para a velha. presente por cuidar da pequena. A velha agradece.
A velha se oferece para ser madrinha da criança. A velha volta feliz com seu pássaro para casa.
Doze anos depois.
A velha observa o gato comendo o seu pássaro, morto.
A velha vai até a casa da mãe das meninas. a menina se assusta quando a velha atravessa o jardim da sua casa. a velha bate na porta. a mãe se incomoda com a invasão da velha. A velha vem para contar que o pássaro morreu. A mãe afirma que doze anos era tempo bastante para um pássaro. A velha jura que o pássaro morreu falando o nome da afilhada, mas a mãe desdenha, afirmando que ele jamais falaria. não é um papagaio.
A mãe explica para a filha mais velha que o que o medico acredita é que ela apagou o momento do abuso. A mãe afirma que a filha foi abusada pela velha, mas a filha nega. A única coisa de que ela se lembra é de algo que aconteceu entre a velha e a irmã. Mas isso ela também não lembra exatamente o que era. A mãe a convence a tratar-se com um novo método de estudo psiquiátrico, para entender se ela foi ou não foi abusada pela velha. A mãe vive o dilema entre o que é real e o que não é. Com medo de culpar uma velha senhora. Como medo de absolver uma velha abusadora.
Uma reportagem no rádio explica tudo sobre o abuso sexual infantil na cidade. discute-se muito, cada vez mais.
A irmã mais nova, de doze anos, segue a velha. Enquanto mãe e irmã discutem racionalmente a hipótese de um abuso tavez sofrido, irmã mais nova segue a velha disposta a reviver um passado que não se sabe se foi apagado ou se nunca existiu.
IT’S ALL ABOUT THE ELDEST AND THE MONSTER.